Atual forma de escrita ínfima efêmera enfadonha efusiva infomobilizadora interiorizada e por fim (in)finita
quinta-feira, 31 de outubro de 2013
Bailadinho
Quero encontrar-te. Quero, enquanto bailo, encontrar-te ao teu olhar. Quero deliciar-me de cada desejo teu, de cada sensação que acontece aqui, entre peito, barriga, sexo. A cada abraço como um choque silencioso. Deve manter-te em silêncio. Por enquanto. Por enquanto, meu erótico casual. Sou parcialmente tua.
domingo, 16 de junho de 2013
ação
pegar uma lata de tinta
levar ao lugar da ação
de preferência em frente a uma universidade
escrever uma frase dita por Banksy
"algumas pessoas tem autoridade, sem a devida autorização"
ser coagido pela polícia
refletir sobre a ação
ligar a um professo, ser coagido pelo professor
refletir sobre a ação
quem é autoridade? quem teve autorização?
eu sou autoridade sobre uma lata de tinta,
mas não sou autoridade sobre um espaço público
existem as autoridades sobre os materiais,
existe a autoridade sobre o uso dos materiais
existe a guarda municipal,
que com sua imagem autoritária afunila espaços de significação
sua força legítima que exerce ou não, poder
pegar uma lata de tinta
levar ao lugar da ação
de preferência em frente a uma universidade
escrever uma frase dita por Banksy
"algumas pessoas tem autoridade, sem a devida autorização"
ser coagido pela polícia
refletir sobre a ação
ligar a um professo, ser coagido pelo professor
refletir sobre a ação
quem é autoridade? quem teve autorização?
eu sou autoridade sobre uma lata de tinta,
mas não sou autoridade sobre um espaço público
existem as autoridades sobre os materiais,
existe a autoridade sobre o uso dos materiais
existe a guarda municipal,
que com sua imagem autoritária afunila espaços de significação
sua força legítima que exerce ou não, poder
segunda-feira, 22 de abril de 2013
Pegue a caneta da minha mão e escreva por mim. Melhor! Pegue a caneta da minha mão e escreva tudo o que você quiser do jeito que você achar melhor, ou pior, não sei pra quem você quer falar. Diga o que você quer ouvir, diga o que você não quer dizer. Se necessário roube as minhas folhas em branco, as minhas canetas , as minhas palavras e se ainda precisar, empresto a minha voz, o meu rosto, para que você use como imagem, não se exponha! Mostre a mim. Exponha o meu corpo às minhas canetas, às suas palavras.
domingo, 24 de março de 2013
quarta-feira, 13 de março de 2013
Pega-se um ônibus
para chegar até a estação central. Os finais de semana são assim, muitas
pessoas e trânsito mais lento, quase uma despreocupação, quase férias. Senta,
espera as rodas partirem e rodarem, um balanço solto pra cá um solavanco pro
outro lado e o motorista tão pouco apressado se joga em frente ao sinal
amarelo, agredindo todas as leis de trânsito do país, mas é sempre assim, olha
que no nordeste é pior, comentam alguns passageiros habituados aos tão mal
pagos motoristas do norte do Brasil, motoristas que não tem medo de altura, de
pontes, portos e mar, motoristas que sabem o que é passar no sinal vermelho,
entrar na contra mão, pisar fundo com passageiros ainda por pisar no primeiro
degrau, aqueles passageiros que se seguram à porta ou às janelas pelo lado de
fora e ficam com os pés flutuando enquanto o transporte coletivo se estrepa
pelo caminho. Tantas pessoas, sentadas, em pé, apertadas, esmagadas. Parecendo
um coletivo de enlatados. Campainha. Move-se de um lado conseguindo ultrapassar
apenas um braço de distância das portas. Campainha. Uma senhora dona do mundo,
mal educada sai empurrando, como se a vez fosse dela, só pra ficar mais
confortável declinada sobre um cano de alumínio. Campainha. Aborta-se a longa
missão e para antes mesmo de completar a curva, desce-se do transporte,
pousa-se em frente ao ninho de anus, coisa rara de se ver. Chega num andar meio
sonolento. Os bares da vizinhança começam espreguiçando-se lentamente, até
virar rotina, tira-se o mofo, abrem-se as janelas/ coloca o tempero, sal,
azeite, vinagre, guardanapo, abaixa as cadeiras da mesa 30, 60, 45, 1200, 100,
abre-se o caixa, tin, tin, tin, e notas por baixo da máquina registradora são
amontoadas como bordéis em dias de inverno, pega um copo, quebra, joga, corre,
água, espuma, café expresso, cheiro de fumaça, comida da cozinha campainha,
puxa, cuzcuz marroquino, oi mesa para quanta pessoas, temos um lugar lá atrás,
para, come, respira. Campainha. A noite se arrasta pelo salão de chão bordô.
Pausa. O som lento das caixas de som começam a falhar. Pequena pausa. Hora de
pegar a van, fecha os olhos pesados depois de 11 horas em serviço. A cada
pequena parada sonha cinco minutos.
Para de olhar. Para de
falar. Para de
sonhar. Para
de pensar.
Dorme.
10/03/2013
10/03/2013
quarta-feira, 6 de março de 2013
Andei por um dia e madrugada tentando entender como possível
é ser tão triste assim. Sentindo falta daquele que era perto, a quem mais
chateei na vida.
Uma longa pausa
Uma longa pausa
Respira. Respira e engole mais algumas folhas ressecadas do
jardim que agora é mato, que agora tem cabelos brancos.
01/03/2013
sexta-feira, 1 de março de 2013
Um filme onde as estradas são comparados com os caminhos
trilhados da vida, em que a grande aventura é ser, conhecendo a impotência de
um humano quanto ao tempo, talvez denominado como destino, por alguns.
Acontece a trama. Sushana perde seu marido e permanece com
um filho.
A trajetória dessa
narrativa é mostrada através das suas visões, contendo detalhes que compõe o
cenário e belas vistas de uma pequena cidade.
09/04/2011
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
Dos soltos cabelos negros Cabral sentiu o cheiro de água doce. A pele morena disputada entre negros cabelos de cor pixaim. Suas negras, suas índias, suas brancas, ruivas eram cores Brasil, seus sons de pés suaves levantando a areia da praia. E se fez Brasil. Doce de canções requebradas e ritmos 3/3, 2/4, 2/6, ritmos mil.
29/01/2013
29/01/2013
quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
Eu
quero uma índia
Que
tenha cabelos lisos,
olhos
grandes e redondos puxados nos cantos,
uma
pele cor de terra,
e
os lábios grossos
Eu
quero uma índia
Que
use colar de sementes,
Que
se enfeite com penas
Que
pegue água do rio pela manhã e
a
tarde se lambuze com o desfrutar de uma manga doce
Fruta
que escorre pelo pescoço e cai até o bico dos peitos
Nus
Eu
quero uma índia que use saia
Que
fale pouco
Que
se banhe em dias de sol e
dê
alegrias na rede
Índia
que macere a mandioca
Que
dê leite pros meninos
Que
lambuze o corpo com cor em dias de festa
Que
cante mantras harmoniosos com as cachoeiras
2012
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
21/08/2012
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