domingo, 24 de março de 2013

Esqueleto úmido que se move lento e acorda (primata) quase um corpo de capa de revista outra vez ser tão sexy solta gritos mortos de marejos náufragos se encontra embaixo d'água se encontra morrendo deixada tão funda, afunda, afunda, afunda, afunda, afunda e volta.  

21/08/2012

quarta-feira, 13 de março de 2013


Pega-se um ônibus para chegar até a estação central. Os finais de semana são assim, muitas pessoas e trânsito mais lento, quase uma despreocupação, quase férias. Senta, espera as rodas partirem e rodarem, um balanço solto pra cá um solavanco pro outro lado e o motorista tão pouco apressado se joga em frente ao sinal amarelo, agredindo todas as leis de trânsito do país, mas é sempre assim, olha que no nordeste é pior, comentam alguns passageiros habituados aos tão mal pagos motoristas do norte do Brasil, motoristas que não tem medo de altura, de pontes, portos e mar, motoristas que sabem o que é passar no sinal vermelho, entrar na contra mão, pisar fundo com passageiros ainda por pisar no primeiro degrau, aqueles passageiros que se seguram à porta ou às janelas pelo lado de fora e ficam com os pés flutuando enquanto o transporte coletivo se estrepa pelo caminho. Tantas pessoas, sentadas, em pé, apertadas, esmagadas. Parecendo um coletivo de enlatados. Campainha. Move-se de um lado conseguindo ultrapassar apenas um braço de distância das portas. Campainha. Uma senhora dona do mundo, mal educada sai empurrando, como se a vez fosse dela, só pra ficar mais confortável declinada sobre um cano de alumínio. Campainha. Aborta-se a longa missão e para antes mesmo de completar a curva, desce-se do transporte, pousa-se em frente ao ninho de anus, coisa rara de se ver. Chega num andar meio sonolento. Os bares da vizinhança começam espreguiçando-se lentamente, até virar rotina, tira-se o mofo, abrem-se as janelas/ coloca o tempero, sal, azeite, vinagre, guardanapo, abaixa as cadeiras da mesa 30, 60, 45, 1200, 100, abre-se o caixa, tin, tin, tin, e notas por baixo da máquina registradora são amontoadas como bordéis em dias de inverno, pega um copo, quebra, joga, corre, água, espuma, café expresso, cheiro de fumaça, comida da cozinha campainha, puxa, cuzcuz marroquino, oi mesa para quanta pessoas, temos um lugar lá atrás, para, come, respira. Campainha. A noite se arrasta pelo salão de chão bordô. Pausa. O som lento das caixas de som começam a falhar. Pequena pausa. Hora de pegar a van, fecha os olhos pesados depois de 11 horas em serviço. A cada pequena parada sonha cinco minutos.   Para de olhar.          Para de falar.                    Para de sonhar.                              Para de pensar.                                                  Dorme.

10/03/2013


quarta-feira, 6 de março de 2013


Andei por um dia e madrugada tentando entender como possível é ser tão triste assim. Sentindo falta daquele que era perto, a quem mais chateei na vida.

Uma longa pausa

Uma longa pausa

Respira. Respira e engole mais algumas folhas ressecadas do jardim que agora é mato, que agora tem cabelos brancos.

01/03/2013

sexta-feira, 1 de março de 2013


Um filme onde as estradas são comparados com os caminhos trilhados da vida, em que a grande aventura é ser, conhecendo a impotência de um humano quanto ao tempo, talvez denominado como destino, por alguns.
Acontece a trama. Sushana perde seu marido e permanece com um filho.
A  trajetória dessa narrativa é mostrada através das suas visões, contendo detalhes que compõe o cenário e belas vistas de uma pequena cidade. 

09/04/2011